terça-feira, agosto 28, 2012

As linhas de Marias

Maria Luiza Sartorelo Mendes

5 comentários:

Selena Sartorelo disse...

Prosopopéia.

Quando pequena a Maria dizia que queria ser adulta quando crescer e também artista, daquelas pintam telas. Na casa de minha mãe até a altura de um metro e dez ou quinze centimentros talvez, quanto mais mede uma criança de um, dois anos ou três...tinha nessa altura uma faixa de linha e lapis de todas as cores...até o dia que ela soube pela paixão que tenho pelas obras de Van Gogh o sofrimento e um diferente reconhecimento que arte tem...leva um tempo até que alguém a perceba com todo o seu sentimento e além. Sei lá se isso é dom ou só a impressão de alguém, mas quem é de fato esse quem...e que de ideia mudou em ser por não querer só depois da morte reconhecer rsrs Ahh deu rima, nem sei rsrs é fato Jura..mas esses dias ela tinha uma tela, trabalho de escola prá entregar e precisava pintar..desceu para o playgroud e se pôs a trabalhar..aqui de cima não pude evitar e como ela me pus a observar o quanto a concetração lhe cabia e tudo o que na paisagem ela percebia..o resultado vou te mostrar pois pelo olhar de uma jovem criança essa imagem me fez lembrar. As linhas de Maria nas paredes lá de casa não existem mais, foram caiadas...mas a lembrança dessa época ficou marcada...será com toda delicadeza e dor um dia contada pelo o que hoje é com toda a alegria por ser tão amada.
As linhas de Maria que geram idiomas tão distintos...focar o que não tem foco, o é.

Quando causam @dis-cursos

myra disse...

pois eu acho estas linhas mais que linhas, uma linda pintura! pena que foram caiadas as paredes!!!
beijosssssssssssssssssss

Selena Sartorelo disse...

Sem reler perdoem-me a ousadia em apenas dizer aquilo que pelo tempo ainda não vivi. Penso nas escolhas como sendo o nosso sempre, um instante de eternidade presente. O agora da nossa memória, um momento captado pelo sentimento que não limita o horizonte. Distâncias incertas. Chegadas inevitáveis. Partidas inesperadas, nem sempre há despedida. O que não se preve. Preces que emanam desejos de ter e de ser o próprio sentimento, captura do pensamento. Sonhos não percebidos que embaram o ar. O vento, a lembrança, esquecimento da essencia de cada sentido que desequilibram o arrependimento transformando-o em ilusão. A satisfação que oscila em tempos diferentes. Humildade e a gratidão sem perder a noção de intentos que desaprendemos precisar sentir. Presunção. Espécie que dribla a mediocre condição. Ser! Na juventude chamamos de intuição e na velhice o encontro com a razão, sabedoria pela maturidade que conduz a mente. Entre tantas opções não percebemos o primiero movimento. A chegada da nova estação, um silêncio constante e interno, tempestades de solidão.Sinais que podam pontuando a respiação.A consciência do poder da descoberta em saber que o sentimento é sempre a mais importante opção. Trilhos que contem destinos...sem "ou". Seguir, voltar entre amores e dores do livre arbitrio...enfim..

Luísa disse...

Cá em casa usa-se a regua de crescimento desenhada por mim!
Ainda há o ritual de no dia de nascimento da ALuísa, irmos áquela parede fazer o registo do crscimento.
É tão boooooommmmm!

Beijinhos

Fatyly disse...

e ficaram tão lindas. Ainda está ali na parede duas pinturas feitas pelas minhas filhas quando eram miúdas... e há bem pouco tempo as netas fizeram as suas (a mais velha é sempre sobre animais)...só falta uma do meu neto com 3 anos e a de 11 meses:)